sábado, 27 de outubro de 2012



E de repente eu o via tão longe de mim, e tão perto das coisas onde eu não estava. É estonteante ver a queda do nosso alicerce e saber que tudo que um dia fomos virou pó na memória, e que  tudo que um dia poderíamos ter sido foi rejeitado por medos bobos, muitos deles inexistentes. Eu sempre tive medo de profundidades, sempre tive medo do amor, cara. E do nada você estava lá, querendo alguém para amar, logo eu, tão errada e cheia de estragos. Talvez se eu não tivesse gostado do teu jeito, talvez se você não tivesse me olhando tão fundo e nem ido tão além, talvez, só talvez, eu não teria me apaixonado.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012



Daí conforme vamos crescendo, começamos a realmente entender o porquê que Peter não queria crescer. Começar a ser adulto dói, o tempo cruelmente não para. E você só está apenas começando, Andressa. Vê se te cuida, fica esperta nesses becos da vida e por favor, cuidado com esse coração tão cansado e tão causado. Faltam, agora, pouco menos de dois meses para se sessar um ciclo e assim, começar um outro novo. Me dá um certo medo, sabe. Um medo filho da puta, porque eu não sabia que em dezessete anos me tornaria isso, mais dezessete e o que será de mim? É tempo de tirar as rodinhas e começar a andar por si própria, dona moça. É tempo de ver que todas as crianças crescem e que você não vive na terra do nunca, e sim, na terra do agora.


- OOOOOh, mãaaanhee. Eu não quero crescer!        

sexta-feira, 31 de agosto de 2012



Em geral tenho conseguido me manter num estado de espírito mais ou menos equilibrado. Acho que as maiores depressões já passaram. Andei chorando, ou então apático, dormindo potes. Agora consegui pegar um certo fio, eu acho, e pelo menos admitir que as coisas pareçam um pouco estagnadas até que eu volte a me situar. 

(Caio Fernando Abreu - Carta a Vera Antoun)


domingo, 10 de junho de 2012

O coração parece que deixou de pulsar, o sangue não bombeia freneticamente como de outrora. A poesia me falha, ela não escorre em minha veias verdes. Mas eu tô bem, poxa. Tô viva ainda. Sigo o meu caminho do jeito mais bonito que consigo, é pouco, eu sei, mas é o jeito que eu encontrei para não cessar. Tô trabalhando agora, enchendo a minha cabeça de outras coisas, outras preocupações que não são as minhas, pelo menos funciona, pelo menos me serve de fuga. No colégio esta ameno, o que me perturba são todas aquelas pessoas, uma legião de gente chata sem graça e fútil, e então eu acabo ficando sozinha, e começo a achar que o problema está em mim, e não não nas pessoas. A noite deito a minha cabeça no travesseiro, e adormeço, sem sonhos, só o cansaço.  

segunda-feira, 4 de junho de 2012


E porque eu te olhava, e sentia uma enorme necessidade de te dizer que eras tão amado por mim. Eu queria te dizer tantas coisas, explicado tantas outras, mas eu fiquei ali, estagnada, meu coração transbordava emoções, um milhão de coisas se passavam em minha mente. Você era aquela força avassaladora que todas as vezes que eu tentava te dizer o tamanho do meu amor faltavam-me palavras, e então eu ficava ali, com cara de boba, te olhando desfreadamente. Você sem entender nada sorria, me olhava e sorria. 

sexta-feira, 18 de maio de 2012



"Só não se esqueça que o amor, é de vidro e que alguns sorrisos que te dão, são de cera. Que nossa vida aqui, na cidade é uma fogueira de desilusão com faísca de felicidade."
(Natiruts) 


Me transformei em um alguém meio que realista. Desacreditada nas coisas, sobretudo nas pessoas.  

segunda-feira, 7 de maio de 2012


A cabeça já está começando a pesar. E o coração já não tem mais o som do "tum-tum". Eu só queria ficar na minha, poxa, eu só quero me encontrar. Tô buscando de todas as maneiras concertar este oco que se fez em mim, mas anda difícil, merda, anda difícil pra cacete sobreviver. O álcool não ajudou, nem os cigarros e nem as farras e nem ninguém, só se fez acumular pecados na coleção da consciência. Felicidades passageiras não me seduzem mais. Perdem a graça rápido.