Buk, Buk, Buk, old Buk ...
E as minhas piores dores são as palavras que não posso dizer.
segunda-feira, 22 de julho de 2013
sábado, 20 de julho de 2013
Calma, moça.
Hoje é mais um daqueles dias em que o céu acorda cinza, o
sol escondido entre as nuvens tristes, parecendo combinar com o seu mau humor.
A vida as vezes não significa muita coisa. Ela basicamente se resumi em um
emprego que você não gosta muito, na vontade de cortar a garganta do seu chefe
quando ele te dá muito no saco, na falta de amigos, no amor que tanto tarda, na
sua família complicada. Eu não sei quem está por mim, não sei da existência de
deus em meu caminho. Você acorda achando que és especial, que apontou um rumo
na sua vida e que tudo tem seu tempo; mas você vai se desgastando,
envelhecendo, caindo na real. E então você não sonha, vai definhando; aceita
solenemente a visita da morte um dia, mas és tão jovem pra morrer, há tantos
horizontes que seus olhos precisam fotografar, existe tanta gente maravilhosa,
moça; não desiste assim, teu peito é de aço e aguenta apanhar. Não reclama do
amor que não te deram, não se sinta injustiçada e não cobra lealdade a quem não
sabe dá. Você é tão jovem pra morrer.
Existe tanta coisa bonita que a sua alma esconde que, um dia, alguém irá
valorizar.
quarta-feira, 17 de julho de 2013
terça-feira, 11 de junho de 2013
'
Os olhos esfumaçando dramas
Negros como o breu da
madrugada
Eu sei que existem
galáxias inteiras em suas pupilas fundas.
Perco-me nelas.
São buracos negros
gigantescos que ofuscam qualquer sinal de luz,
De vida.
Quanto pesa a
escuridão que seus olhos carregam?
Provavelmente, mais
do que eu possa suportar.
O teu céu me engoliu
e agora não sei o caminho de volta.
O lado de cá é tão
bonito quando chove,
O sol é tão bonito
quando arde.
Canta alguma coisa
bonita em meus ouvidos,
Canta!
O mundo parece que
desarma quando te ouço.
terça-feira, 16 de abril de 2013
Também já fui brasileiro
Eu também já fui brasileiro
Moreno como vocês.
Ponteei viola, guiei forde
e aprendi na mesa dos bares
que o nacionalismo é uma virtude
Mas há uma hora em que os bares se
fecham
e todas as virtudes se negam.
Eu também já fui poeta.
Bastava olhar para mulher,
pensava logo nas estrelas
e outros substantivos celestes.
Mas eram tantas, o céu tamanho,
minha poesia perturbou-se.
Eu também já tive meu ritmo.
Fazia isto, dizia aquilo.
E meus amigos me queriam,
meus inimigos me odiavam.
Eu irônico deslizava
satisfeito de ter meu ritmo.
Mas acabei confundindo tudo.
Hoje não deslizo mais não,
não sou irónico mais não,
não tenho ritmo mais não.
De Alguma poesia (1930)
Carlos Drummond de Andrade
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Eu nunca desistiria de você, sabes disso. Te salvaria das profundezas mais infinitas do desespero, dos infernos mais fodidos, não me olha com esses olhos de quem não iria até a esquina por mim que, assim, me dá uma vontade súbita de suicídio. O diabo é que você adora o caos, a lama. Eu, nem tanto. Tive que acostumar-me na marra com alguns demônios e com a escrita sangrenta. Baby, só há dois cheiros invadindo o meu quarto, o primeiro é o odor envolvente da nicotina, o segundo é o meu predileto, seu cheiro que é, provavelmente, fruto da minha sórdida imaginação, pura miragem, holograma mais que perfeito. Em algumas vezes me atrevo a mergulhar em sua pupilas negras, quase sempre me afogo, são águas turvas e eu não tenho folego aos seus redemoinhos. Não sei nadar direito, meus braços são curtos e cansados, mas a coragem é grande, tão grande que beira a burrice.
As paredes observam todas as noites a minha insônia dolorida, e nessas noites de solidão são escritas cartas para um só destinatário: você, causador da minha cólera. Então elas choram comigo. Amor, eu não sei conviver com o caos. Não sei olhar pra ti e não sentir um puto nojo do seu caráter, do seu lirismo, logo em seguida me odeio por amar-te desfreadamente, apesar da angustia.
Não me ofereça a boca se não estás a fim de me beijar. Não brinca e não briga comigo. Estou lhe pedindo colo, abaixei a guarda e humildemente te peço colo, amor. Não vês o meu desespero? Colo e um pouquinho do braço. Braços tão fortes e viris, prontos para abraçarem o mundo, menos a mim. Me leve pra qualquer lugar, não quero ficar em casa - meu quarto está doente - os móveis, o teto, paredes e janelas, todos adoeceram com excesso de loucura, de você. Deixa eu dormir - só por essa noite - em sua toca de leão selvagem. Hoje a selva parece um abismo sem fim e eu só encontrei consolo ao lado da fera.
sábado, 22 de dezembro de 2012
Essa é mais uma carta típica retrospectiva-de-fim-de-ano, perdoa-me pelo clichê, honey. 365 dias é o tempo que leva para se sessar um ciclo, e assim, começar um outro novo. Doze meses se passam rápido e qualquer um pode se enjoar deles. Começo daqui os meus agradecimentos para isso que chamamos de Deus. Obrigada, Deus, por esse ano ter se findado. Obrigada pelo novo e pelos amigos. Obrigada por ele ainda habitar o meu caminho, por mais que seja dolorosa à sua presença/ausência, agradeço. Obrigada pelas noites de cão, pelos cigarros e pela bebida barata. Obrigada pela dor e pelas cartas escritas a sangue. Obrigada por me fazer forte, Deus. Foi um ano da qual eu não sentirei meras saudades, mesmo tendo me arrancado sinceras gargalhadas. Foram 365 dias de noites ao léu. De muito álcool, bar e rock and roll. Meus dedos cheiram à nicotina e meu coração à nostalgia. Sem pedidos para 2013. Sem expectativas também. Na verdade, há dois anos o meu pedido ainda é o mesmo: Ele. Meninas más não recebem presentes, baby. Aprendi isso na marra.
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