sexta-feira, 31 de agosto de 2012



Em geral tenho conseguido me manter num estado de espírito mais ou menos equilibrado. Acho que as maiores depressões já passaram. Andei chorando, ou então apático, dormindo potes. Agora consegui pegar um certo fio, eu acho, e pelo menos admitir que as coisas pareçam um pouco estagnadas até que eu volte a me situar. 

(Caio Fernando Abreu - Carta a Vera Antoun)


domingo, 10 de junho de 2012

O coração parece que deixou de pulsar, o sangue não bombeia freneticamente como de outrora. A poesia me falha, ela não escorre em minha veias verdes. Mas eu tô bem, poxa. Tô viva ainda. Sigo o meu caminho do jeito mais bonito que consigo, é pouco, eu sei, mas é o jeito que eu encontrei para não cessar. Tô trabalhando agora, enchendo a minha cabeça de outras coisas, outras preocupações que não são as minhas, pelo menos funciona, pelo menos me serve de fuga. No colégio esta ameno, o que me perturba são todas aquelas pessoas, uma legião de gente chata sem graça e fútil, e então eu acabo ficando sozinha, e começo a achar que o problema está em mim, e não não nas pessoas. A noite deito a minha cabeça no travesseiro, e adormeço, sem sonhos, só o cansaço.  

segunda-feira, 4 de junho de 2012


E porque eu te olhava, e sentia uma enorme necessidade de te dizer que eras tão amado por mim. Eu queria te dizer tantas coisas, explicado tantas outras, mas eu fiquei ali, estagnada, meu coração transbordava emoções, um milhão de coisas se passavam em minha mente. Você era aquela força avassaladora que todas as vezes que eu tentava te dizer o tamanho do meu amor faltavam-me palavras, e então eu ficava ali, com cara de boba, te olhando desfreadamente. Você sem entender nada sorria, me olhava e sorria. 

sexta-feira, 18 de maio de 2012



"Só não se esqueça que o amor, é de vidro e que alguns sorrisos que te dão, são de cera. Que nossa vida aqui, na cidade é uma fogueira de desilusão com faísca de felicidade."
(Natiruts) 


Me transformei em um alguém meio que realista. Desacreditada nas coisas, sobretudo nas pessoas.  

segunda-feira, 7 de maio de 2012


A cabeça já está começando a pesar. E o coração já não tem mais o som do "tum-tum". Eu só queria ficar na minha, poxa, eu só quero me encontrar. Tô buscando de todas as maneiras concertar este oco que se fez em mim, mas anda difícil, merda, anda difícil pra cacete sobreviver. O álcool não ajudou, nem os cigarros e nem as farras e nem ninguém, só se fez acumular pecados na coleção da consciência. Felicidades passageiras não me seduzem mais. Perdem a graça rápido.     

domingo, 29 de abril de 2012

" Deu saudade, só isso. De repente, me deu tanta saudade. "




Eu não sabia o quanto doía a entrada do novo. Fins de ciclos, novas coisas, é difícil se acostumar com a queda dos meus alicerces, é tão difícil seguir em frente, tão difícil sobreviver, tão doloroso olhar pra trás e sentir na pele o fardo amargo da palavra saudade. E eu que pensei que seria tudo tão forever. Eu nem me despedi, não deu tempo de dizer adeus á todos aqueles que me deixaram tão viva e feliz um dia, quando percebi, já estava longe dos olhos e do coração daqueles que amei, e tudo que deu pra sentir foi saudade. Apenas  isso, saudade.


quinta-feira, 26 de abril de 2012


Foi realmente entranho encarar o papel e a caneta depois de tanto tempo. Quando a tempestade passou só me sobrou restos de uma vida que um dia já foi intacta. Os dias passam como tem que passar, o sol dá o ar de sua graça mas sem nos aquecer, o vento passa gélido sobre nossos rostos cansados. É outono por aqui. Assim como as folhas caem mortas sobre o chão, eu me encontro deste mesmo jeito, e aonde já foi verde esperança apodrece em um marrom sem graça. A natureza parece refletir o meu eu, o outono parece avisar que tempos ruins estão por vim. O inverno daqui a pouco chega e eu  detesto o frio, porque todo ser humano precisa de um outro ser humano para manter o coração aquecido. E eu sempre estive só.